Sara morreu ontem.
Estranho. Fosse há alguns meses atrás, me perguntariam se Sara era a poodle que tínhamos lá em casa... Mas essa já foi há tempos...
A Sara da vez era gente mesmo. Fazia judô no Minas Tênis Clube comigo. Da minha categoria, diga de passagem. Linda, diga-se de passagem. Disciplinada, diga-se de passagem. E, como todos nós, de passagem, diga-se de passagem...
Morreu dormindo no conforto de sua cama... Deixou uma irmã, mãe, pai, familiares, namorado, amigos... Deixou mudo o resto do mundo, que ainda sonhava tanta coisa para ela!
Moça nova, delicada, decidida; sentada ao lado de São Pedro, agora já deve entender os porquês todos do universo. Será? Será que vê os que ficaram e sente saudades? Será que ainda haverá de vermo-nos outra vez?
Como diria Brecht, "tantos relatos, tantas perguntas"...

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