Sunday, November 06, 2005

algumas das coisas que eu não entendo - vol I

não entendo como alguém pode gostar de calça da gangue;
como tanta gente ouve a família Caymmi;
como alguém consegue tomar cachaça pura e achar gostoso;
ou beber suco de beterraba e achar o mesmo;
como existe tanta gente que vende filho pra contrabandista;
como alguém compra um cd do Belo;
como tem meninas que viajam de ônibus de salto alto e minissaia;
como os norte-americanos podem ser tão aculturados.

Wednesday, November 02, 2005

Sara morreu ontem.

Estranho. Fosse há alguns meses atrás, me perguntariam se Sara era a poodle que tínhamos lá em casa... Mas essa já foi há tempos...

A Sara da vez era gente mesmo. Fazia judô no Minas Tênis Clube comigo. Da minha categoria, diga de passagem. Linda, diga-se de passagem. Disciplinada, diga-se de passagem. E, como todos nós, de passagem, diga-se de passagem...

Morreu dormindo no conforto de sua cama... Deixou uma irmã, mãe, pai, familiares, namorado, amigos... Deixou mudo o resto do mundo, que ainda sonhava tanta coisa para ela!

Moça nova, delicada, decidida; sentada ao lado de São Pedro, agora já deve entender os porquês todos do universo. Será? Será que vê os que ficaram e sente saudades? Será que ainda haverá de vermo-nos outra vez?

Como diria Brecht, "tantos relatos, tantas perguntas"...

Monday, October 31, 2005

Se eu fosse milionária e gostosa, tudo seria mais fácil...

Thursday, October 27, 2005

frase do dia

"A menstruação é a bênção da não-maternidade".

Friday, October 21, 2005

O Paulo Torres me convidou para ir ao show do Los Hermanos. Tudo bem, tudo bem, confesso que não conheço a banda, a não ser por aquela musiquinha enjoada e insuportável "Ana Júlia"... mesmo assim, por ouvir de terceiros que poderia ser interessante, resolvi dar crédito ao gosto do Paulo (mesmo ele gostando de coisas bizarras como milk shake de piña colada do Xodó).

Espero que dê certo...

poesias, cronicas e afins...

www.caroljunqueira.flogbrasil.com.br

Thursday, October 20, 2005

Dizem que se pode saber muito de uma pessoa só de observar aqueles com quem se anda... É o famoso "diga-me com quem andas...".

Concordo, mas não muito. Acho que as pessoas são facilmente identificadas é pela língua. Sim, língua! O que falam, o que comem e os que beijam.

Explico a teoria. Negócio é o seguinte: as pessoas podem andar com uma gama de indivíduos distintos, sem que esses tenham ou não a ver com algo que as identifique.
Exemplo: eu posso sair com o Marilyn Manson, sem demonstrar com isso que meu comportamento é desviante (nem significar que estou louca para arrancar as flutuantes e ir ser insana como o "amigo").

O caso da língua já é bem diferente. Eu falo o que penso, como o que gosto (ou o que é saudável, mesmo que não goste muito) e beijo quem desejo. Em outras palavras, se eu sou fiel a mim mesmo, sou facilmente identificado por esses três movimentos: falar, comer e beijar. Mostro-me realmente, sem que seja delineado por terceiros à minha volta: sou o que faço e o que desejo fazer.

Eu não falaria maravilhas do João Gilberto, não comeria areia, nem beijaria o Ronaldinho Fenômeno. Em contrapartida, derreteria elogios ao Umberto Eco, amaria degustar um mousse de maracujá e beijaria, sem pensar duas vezes, alguém por quem me apaixonei.

Dá ou não dá para se falar de alguém exclusivamente pela língua?

Wednesday, October 19, 2005

Acho que as pessoas não têm muita noção do que significa o conceito da campanha "não ao desarmamento". Vou clarear para vocês: significa simplesmente que os bandidos continuarão fazendo a festa com suas armas, mas você não poderá comprar uma para se defender... É isso ai; nada mais.

Engraçado, outro dia mesmo eu estava pensando sobre isso. Na Inglaterra a polícia não anda armada. É proibido. Como se consegue manter a ordem? Fosse no Brasil, sei não, acho que já teria virado Ruanda...

Amigo meu vira e diz que é a favor do desarmamento. Tudo bem, cada um tem o direito de pensar da forma que quiser, contanto que tenha argumentos para sustentar o próprio pensamento. E o argumento dele era curioso: "se eu não posso comprar armas, os bandidos não terão de quem as roubar". Bom, uma coisa é certa: o mercado negro agradece gente que pensa assim...